Olha quem está falando, quer dizer, voltando. =D

21 de agosto de 2008

Crise na prefeitura de São José dos Campos: servidores em greve

São nessas horas que agradeço a Deus em não ser político (mas no final do mês sempre bate uma vontade de ganhar uns mil por aí) e nem afiliado a nenhum partido, principalmente o do governo.

Nesta corrida semana, o Sindicato dos Servidores de São José dos Campos iniciou uma greve, com um bom motivo: reivindicação do pagamento do gatilho salarial.
Eduardo Cury (atual prefeito e candidato à reeleição pelo PSDB), garante que não pode conceder o benefício por 'questões legais', mas segundo o jornal Valeparaibano: “promete, caso reeleito, aplicar o gatilho em janeiro de 2009, com data retroativa a julho.” Hahaha, parece até chantagem. Ou você vota em mim ou não terá o reajuste de salário.
A Secretaria de Administração confirmou por meio da assessoria, que o gatilho salarial não foi concedido porque "a Lei de Responsabilidade Fiscal impede o aumento de despesas com pessoas nos seis últimos meses de mandato".

Pessoas ligadas a outros partidos, aproveitaram a situação para pôr a boca no mundo, de olho no pleito do dia 5 de outubro, confira as entrevistas que concederam ao jornal Valeparaibano de hoje:

“Para o candidato petista ao Paço, Carlinhos Almeida, não cabe a ele emitir juízo de valor sobre a greve. "Se eu fosse prefeito, teria feito um estudo jurídico e pago esse gatilho ou em julho ou, se houvesse realmente o problema eleitoral, daria em junho", disse o petista.
O advogado Antonio Donizete Ferreira, candidato do PSTU, considera a concessão do gatilho uma questão de 'responsabilidade social'.
"A greve é justa. se o prefeito errou, é tempo de consertar. Se fosse o meu caso, já tinha disparado o gatilho no mês de julho com certeza", afirmou o candidato da Frente Socialista de Esquerda.”

Também para o Valeparaibano o prefeito disse: "Não houve greve. Tentaram parar, mas não pararam. Fiquei grato com a postura do servidor por ter entendido isso e não ter aderido à greve." A administração alega que apenas 40 funcionários aderiram ao movimento e nenhuma atividade foi afetada. Talvez alguém tenha eufismado a situação para o prefeito, pois foram reunidos cerca de 200 pessoas durante os três dias de greve e pelo o que sei os servidores não estão nada satisfeitos.



Fundhas foi a mais prejudicada
Segundo os grevistas, a Fundhas teve vários profissionais na greve, o que prejudicou os serviços prestados pela fundação. Entenda melhor a situação desta instituição nesta carta publicada hoje no jornal Valeparaibano:

Caro senhor prefeito, o senhor se perguntou, em algum momento, o que motiva os servidores da Fundhas a aderir a uma greve, mesmo com anos de dedicação à educação e à assistência social?
Talvez pense que estamos sendo manipulados ou influenciados por questões eleitorais. Se assim pensa, engana-se, pois servidores com anos de dedicação, formadores de pessoas e de opinião não se deixam cair em discursos oportunistas. Se questionar cada servidor em greve, certamente eles indicarão os desmandos e arbitrariedades diários cometidos pela atual diretoria da Fundhas, que vem minando o trabalho sócio-educativo, compromisso da Fundação. A visão e a missão da Fundhas têm sido rasgadas diariamente por atitudes arbitrárias. Nos entristece muito constatar que seus comissionados, Sr. prefeito, não acreditam na proposta da Instituição, desrespeitando a população atendida, verbalizando que "a Fundhas é uma fábrica de marginais" e que nossos atendidos são números.
Pedimos ao senhor que cobre dos seus prepostos o reconhecimento ao trabalho de alta qualidade que desenvolvemos junto à população durante todos esses anos. As teorias administrativas modernas evidenciam que o líder deve ser, também, um formador de líderes proativos, oferecendo perspectivas e motivação para sua equipe, tornando-os colaboradores de uma causa maior. Como a atual diretoria trata os trabalhadores da Fundhas como adversários, resta-nos a luta por nossos direitos e em defesa da causa social, que inspirou a instituição da Fundhas e tem sido a grande força a nos mover no dia-a-dia do trabalho. Ao funcionário, hoje, é negada a perspectiva de crescimento profissional, já que a Fundhas não nos oferece um de plano de carreira e promoções.
Solicitamos mais cuidado na indicação de pessoas para administrar a Fundhas, pois os que hoje lhe representam não possibilitam o desenvolvimento adequado do trabalho, basta verificar dados estatísticos a exemplo do número de servidores afastados por motivo de saúde ocupacional, por não terem condições físicas e emocionais para trabalhar.


(Ubiratan Fazendeiro é professor instrutor da Fundhas, Vera Lúcia Almeida é psicopedagoga da Divisão Criança da Fundhas)

Espero que a greve não sirva de motivo para desligar os servidores do município. Será que ainda reina a máxima: "manda quem pode e obedece quem quer?"

4 opiniões:

rcristovao disse...

É isso aí Alex! Você bem sabe das dificuldades para lidar com a trupe da política na fundação, eles chegam a cada 4 anos e acham que aquilo ali é o terreiro da casa deles não se importando com o trabalho desenvolvido, tratando ainda os atendidos como a escória da sociedade. Parabéns por ter a coragem de expor essa situação, afinal nem a tv vanguarda (com minúscula mesmo) nem os outros canais de comunicação do município se deram ao trabalho de averiguar os motivos que levaram os profissionais a iniciarem a greve.

Alex Gonçalves disse...

Será que vai rolar uma pressão interna?

Ana disse...

A verdadeira Família FUNDHAS permanecerá unida e toda pressão será denunciada! Ficamos muito felizes com o resultado de nossa paralização, agora a Justiça entra em ação(mais uma vez!) junto a prefeitura de SJC.

Anônimo disse...

Não bastasse o desespero do prefeito-candidato face sua derrocada nas pesquisas eleitorais prometendo mundos e fundos aos servidores; agora também nós funcionários somos assediados por chefetes, assessoretes, e outros do bando da administração tucanalha que assola a cidade á mais de 11 anos.

Outro dia fiquei sabendo de um funcionário que com problemas de saúde não foi trabalhar após o almoço e encaminhou-se ao pronto- socorro. Lá chegando após uma espera descomunal na fila de "fachada" do hospital municipal enfrentou outra pior ainda lá dentro do hospital foi medicado e foi para sua residência já por volta das 17:30.
Quando chegou para trabalhar no outro dia com atestado médico e tudo foi duramente criticado por seu coordenador por ´"não ter avisado que iria ao médico" e uma hora depois foi a vez do diretor dizer o mesmo.
Ora! a pessoa pode advinhar quando terá um problema de saúde ?
Ou na FUNDHAS teremos que avisar: " Olha chefe, como provavelmente amanhã serei atropelado não virei trabalhar."
Ou "Amanhã vou enfartar, então o senhor me visita no hospital para ver se estou lá mesmo pois sei que aqui o atestado vale pouco."

Postar um comentário

O seu comentário é muito importante. Diga para todos o que você pensa! Ou melhor escreva.
Eu agradeço o comentário, se você não me xingou (e nenhuma outra pessoa de minha família), é claro.

Volte sempre!