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24 de maio de 2008

A Crise na Propaganda Brasileira

E não é crise de meia idade pessoal.

Não podemos limitar a crise da propaganda brasileira à apenas um problema e talvez nem devêssemos chamar de problema, mas sim evolução do consumidor.
Antes da Internet as campanhas eram massificadas, fazia-se muito para muitos, os costumes do consumidor eram encarados como iguais.

Ex.: Homem, 20 a 25 anos, solteiro, classe b.

Porém com o advento da Internet, a informação ficou acessível para praticamente todos, o que fez com que o consumidor não fosse apenas um reflexo do seu tempo e sim que desenvolvesse uma personalidade atemporal.
Dessa maneira, o consumidor não pode ser mais massificado e sim individualizado:

Ex.: Homem, 20 anos, solteiro por opção, renda de 5 salários mínimos, pagodeiro, gosta de barzinho.

ou

Ex.: Homem, 20 anos, solteiro, renda de 4 salários mínimos, saudosista dos anos 80, aficcionado por games e tecnologia, caseiro.

Fica claro que uma mesma campanha não pode persuadir este novo consumidor de hábitos tão diferentes uns dos outros.
Embasando-nos em teoria, podemos comprovar uma teoria da Escola de Frankfurt: a Espiral do Silêncio.
Como funciona a Espiral do Silêncio? Simples, ela diz que em numa entrevista com várias pessoas, as respostas são praticamente as mesmas, mas quando feitas de maneira individual, respostas totalmente diferentes serão encontradas.
Ou seja, este é o futuro da propaganda, entender e criar campanhas para menos pessoas, cada vez mais diferenciadas. Nossa... entendeu?

1 opiniões:

Se, e somente se, Ana Lígia. disse...

Tá dizendo que o alvo da propaganda não é mais a "massa" e sim "indivíduos"? Mas o capitalismo sempre nos tratou como MASSA (manobrada, inclusive). Mudar isso seria só uma estratégia para vender mais(aprendi na faculdade).

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