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17 de novembro de 2007

Entrevista com José Luiz Ovando - SUPERA COMUNICAÇÃO

Inicio aqui a primeira de uma sequência de entrevistas com publicitários.
Esta é com José Luiz Ovando, Diretor de Estratégias de Marcas da Supera Comunicação. Confira!


Alex Gonçalves: Como surgiu a Supera Comunicação?
José Luiz: A agência surgiu inicialmente com um outro nome: Guess Comunicação. Ela surgiu logo depois de nos formarmos em São Paulo, em 95. A empresa cliente para a qual fizemos nosso trabalho de conclusão de curso quis que colocássemos o projeto em prática. Para isso era necessário que abrissemos uma agência para a prestação dos serviços. Como não tínhamos muito a perder e estávamos sedentos por experiência, resolvemos encarar o desafio. Mas hoje não recomendo ninguém a seguir esse exemplo. O mercado está ainda mais competitivo, a gestão de uma empresa de serviços cada vez mais complexa. É fundamental ter muita experiência profissional e de vida para arriscar num negócio. Sem falar num bom capital, que não havia. Demos muitas cabeçadas até que a agência amadurecesse, junto com seus sócios.


Alex Gonçalves: Por que vieram para o Vale do Paraíba (São José dos Campos)?
José Luiz: Atuamos na capital por cerca de 4 anos. Em 99, surgiu a oportunidade de abrirmos uma filial em São José dos Campos. Esta unidade cresceu tanto que concentramos nossos esforços no interior, interrompendo temporariamente as atividades em SP. Muita história aconteceu durante este tempo. Por dificuldades de registro de marca, mudamos para Supera Comunicação. A partir de 2006 reabrimos a unidade na capital.
Estamos atualmente estudando a viabilidade de abrir uma nova unidade de negócios em outra região.


Alex Gonçalves: Qual o foco da agência?
José Luiz: Comunicação integrada. Desde o início, defendemos esse formado de organização, planejamento e execução dos serviços.
Em São José e região, fomos a primeira agência a adotar esse formato de atuação.


Alex Gonçalves: Qual o diferencial da agência?
José Luiz: Temos uma estrutura com diferentes conhecimentos. Atualmente são quase 50 profissionais, com as mais diversas especializações. Assim, conseguimos ter uma visão mais completa dos cenários de atuação dos nossos clientes e temos profissionais que entendem bem de áreas específicas. No todo, prestamos serviços mais completos e diversificados que uma agência de propaganda convencional.
Mas reforço que existe espaço e adequação para os dois modelos: propaganda e comunicação integrada.


Alex Gonçalves: É sabido que alguns veículos produzem o material publicitário de alguns clientes, ao invés de apenas veiculá-los, o que barateia o custo final para o cliente (-20% BV); isso gera atrito entre veículo x agência? Como contornar isso?
José Luiz: Gera, mas pouco incomoda, ao menos para a Supera. Nossos clientes estão cada vez mais profissionais e entendem que uma boa comunicação traz resultados.
Para evitar situações como essa? Só com o crescente profissionalismo do mercado publicitário e anunciante. Ambos devem evoluir juntos.


Alex Gonçalves: O Vale do Paraíba possui muitas empresas, mesmo assim o mercado é em sua maioria varejista. Como vocês encaram isso?
José Luiz: Bem..., afinal o mercado varejista sustenta a maioria das agências da região e também no nosso caso, gera parte significativa do nosso faturamento. Alguns publicitários, principalmente estudantes, têm preconceitos com esse segmento. Eu como publicitário e empresário não vejo problemas. Pelo contrário, tentamos fazer trabalhos diferenciados. Algumas vezes dá, e quando isso ocorre a satisfação é maior. Outros mercados estão em crescimento e também são foco de atuação das agências. É preciso ver o mercado com diferentes visões. Não basta desejar apenas segmentos que possam gerar um portfólio criativo. Nenhuma agência se sustenta apenas fazendo propagandas legais para ganhar prêmios. Isso já era! Estamos na era dos resultados. Se a criatividade puder ser aplicada sou o primeiro a recomendar a execução e defender perante o cliente. Porém a propaganda/ comunicação também evolui junto com a sociedade. Muitos estudantes têm uma visão romantizada das décadas de 70 e 80.


Alex Gonçalves: Por que existem muitas agências de ‘fundo de quintal’ no Vale do Paraíba?
José Luiz: Existem em todos os lugares e em todos os segmentos profissionais. Nós também começamos "micro". Na verdade, no quarto/ escritório de uma sócia que tínhamos na época. Alguns poucos crescem. Muito ficam pelo caminho. Alguns, que erram numa primeira tentativa, acertam posteriormente, afinal aprendemos muito com nossos próprios erros. Esse cenário é saudável para todos. Afinal, existem empresas clientes de todos os portes.


Alex Gonçalves: A maioria dos clientes da região é conservadora e não aceita novidades; diferente disso é o Valeparaibano (jornal), que ganhou muita repercussão na última campanha. Como isso é possível?
José Luiz: Acho que existe um erro nessa visão, que gerou a pergunta. Temos tido a oportunidade de trabalharmos com clientes cada vez mais inovadores. Nossa carteira de clientes está cada vez mais pré-disposta a soluções criativas não só em campanhas, mas também para novos formatos de planejamentos e ações.
Reforço que o Valeparaibano não é criativo apenas em suas campanhas publicitárias. De novo, vejam o todo: mudanças no produto (reformulação total, não só gráfica, mas também no conteúdo), nova postura no mercado, segmentações (cadernos especiais), promoções mais agressivas, distribuição mais eficiente..., entre inúmeros outras aspectos. Não é só criatividade pela criatividade. Um cliente inovador trabalha em todas as frentes necessárias. Por isso, é bom atender empresas que priorizem essa postura de atuação.


Vale lembrar que a Supera Comunicação teve obteve boa participação no Prêmio Recall, veja nesse post.






4 opiniões:

Cibele disse...

Gostei da entrevista...tá mandando bem Alex... vou passar teu blog pra um cara q trabalha cmg e tá estudando marketing...

td de bom ´pra ti
BJSSS

Carolina Cruz disse...

Querido, muito bacana a entrevista, adorei!

Te amo

Ombudsmãe disse...

Excelente esntrevista. Muito legal a iniciativa, Alex. Precisamos ouvir mais quem trabalha na área, aqui no Vale. Parabéns. Vou passar para os alunos. Bjs,

Taís

Sandro Mendes disse...

Bacana rapaz. O Zé sempre é uma referência neste mercado.

Abs.
Sandro

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