Olha quem está falando, quer dizer, voltando. =D

17 de fevereiro de 2007

LUTO. Lute você também por um Brasil melhor!

Creio que todos saibam da última tragédia (entendo que sempre há uma nova tragédia em solo Tupiniquim, mas refiro-me a que mais chocou) que ocorreu em nosso país, infelizmente pela insistência e sensacionalismo da mídia que ataca sem dó, trocando a dor de uma família por alguns pontos a mais no ibope.
Nosso ilustríssimo presidente faz questão de lembrar dos vizinhos do país, mas esquece dos próprios filhos dessa terra, prova disso é o “acordo” que fez com Evo Morales na compra de gás da Bolívia, no qual o Brasil pagará apenas R$ 144 milhões a mais, belo acordo! Lula faz ainda questão de frisar que antes de presidente ele é companheiro do Evo Morales, amizade construída nos primórdios da esquerda brasileira, ou seja, uma vaidade pessoal vale mais do que uma nação. Mas isso é outro problema...voltemos ao foco desse texto.
Em Salvador, Lula disse: “Nos Estados Unidos, onde o problema da distribuição de renda não é problema, jovens matam dezenas de jovens em uma escola. Na Rússia, onde o problema da educação não é problema, jovens invadem escolas, seqüestram alunos, matam alunos. No Brasil, gente de classe média entra em cinema, atira e mata pessoas”, questionando a idéia de que a violência tenha por causa a questão social, ou seja, os muitos problemas sociais não influenciaram os acusados (leia-se marginais).
O governo tira o dele da reta, a igreja é contra a redução da maioridade penal e nem ouse dizer sobre a pena de morte, o judiciário é um dos mais lentos do universo.
Quem vai fazer alguma coisa? Essa é uma das perguntas mais fáceis, nós mesmos temos que agir contra todos esses males, como uma nação de verdade, muitas vezes o ufanismo aflora quando a justiça aclama.
O publicitário Nizan Guanaes, redigiu os seguintes spots que traduzem perfeitamente a situação, confira:

"Neste final de semana, a capa da revista Veja pergunta ao Brasil: “E aí? Nós não vamos fazer nada?”. Se referindo ao bárbaro crime do garoto que foi arrastado por 7 km no Rio. E aí, motorista de táxi? E aí, aposentado? E aí, mãe de família? Nós não vamos fazer nada? E aí, Rio de Janeiro, não vamos fazer nada? E aí, Brasília, São Paulo, não vamos fazer nada? E aí, governo e oposição, não vamos fazer nada? E aí, sociedade brasileira? A pergunta não quer calar. Um menino de seis anos foi arrastado por 7 km, uma morte brutal. E aí? Nós não vamos fazer nada?”

“Neste final de semana, a capa da revista Veja pergunta ao Brasil: "Não vamos fazer nada?", se referindo ao bárbaro crime do garoto que foi arrastado por 7 km no Rio de Janeiro. Bom, nós que somos publicitários decidimos fazer uma campanha de rádio para fazer a mesma pergunta da revista: “E aí? Nós não vamos fazer nada?". E a nossa proposta é que cada um de nós, dentro do que pode fazer na sua profissão, faça alguma coisa. E espalhe esta pergunta: um garoto de seis anos foi arrastado por 7 km. E aí, a gente não vai fazer nada? Espalhe a pergunta, responda, reaja."


Assim como os políticos se unem para aumentar os próprios salários enquanto muitos trabalhadores brasileiros ganham um mísero salário mínimo, unamos nossas forças para enfrentar a violência. Mas lembre-se, fácil é apontar os problemas, o difícil é encontrar a solução.
E aí, a gente não vai fazer nada?



2 opiniões:

Carol disse...

Concordo plenamente com a sua tese...

E enquanto o dinheiro falar mais alto aki no Brasil, o patamar da violência vai aumentando cada vez mais. Ôôô, país fútil!

falando sobre flores...amei o texto!

:****

Cibele disse...

sinceramente, creio q o mais difícil nisso tudo, é a união, por isso q tá tudo desse jeito, caso contrário, o presidente atual, nem estaria mais lá, pra tentar tirar o dele a reta...

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